22 agosto, 2008

Busca

Andei por muito longe tentando aprender,
Andei por norte e sul, para poder me definir,
Andei por leste e oeste, para poder saber,
Andei entre chuva e sol, para saber e sentir.

Saber o segredo da vida e dos sentimentos,
O segredo dos sentimentos que tanto nos afetam,
O segredo da vida que tentam descobrir a tempos,
Esses segredos, que nos mudam, nos transformam e até nos matam.

Andei por entre florestas e conversei com seus guardiões,
Andei pela noite e conversei com a lua brilhante,
Conversei com os elementais que me cantavam histórias e belas canções,
Conversei com Deuses e Deusas, e eles diziam que a procura não é distante.

E então um dia parei para falar comigo,
E começei a fundo me concentrar,
E percebi que a resposta não está no caminho que eu sigo,
E sim em mim, é em mim que devo procurar.





Jouber D. Cunha

18 agosto, 2008

O Cavaleiro


Sigo o som das trombetas e dos tambores,
Meu coração foi assim selado como os Deuses desejaram,
Fiz da espada e do escudo partes do meu corpo e com eles não há temores,
Sigo sempre sabendo que meus braços e minhas pernas nunca se cançaram.

Minha alma é feita de aço e meu corpo do mais firme metal,
Não choro, não sorrio, não me rendo,
Nada atrapalha minha caminhada seja homem, fera ou animal,
Sigo sem olhar para atrás faço o que vim fazer sigo o que entendo.

Não sou homem ou monstro sou um guerreiro,
Não tenho medo da morte espero que com honra ela sorrie enfim,
Não sinto dor, medo ou desespero,
Morrerei com honra e os portões de Valhalla estaram abertos para mim.

Sigo sem pestanejar por dia e noite,
Estou sempre ao lado dos Deuses e com eles não sinto nem fome,
Não falo, não canto, não me rendo ao açoite,
Gloria é minha fama, sangue é meu nome.



Jouber D. Cunha

Obs: Este desenho e outros fazem parte do blog: Role Poétic Games(RPG) O endereço é: http://jogospoeticosvirtuais.blogspot.com/

04 agosto, 2008

Poesia da vida


Por mais que a vida e o destino te levem eu a esperarei,
O tempo sabe por quais razões nos faz viver,
Por você farei tudo, por você sempre serei,
A sua ida é dura e triste mas não o bastante pra te esquecer.

O caminho a frente é dificil, sem você talvez impossivel,
Eu não me entregarei mostrarei que você ainda está comigo,
Tenho você como uma marca uma tatuagem algo inesquecivel,
Vejo sua ida mesmo antes da chegada e não vejo isso como castigo.

O destino sabe o que faz, a vida sabe a poesia que escreve,
O amor em mim com você não foi,
Você deixou ele comigo e um pouco do seu também e isso já me serve,
Não vou mentir dizer que estou bem e que não doi.

Mas nada na vida é fácil, nada é entregue de graça,
A solidão nunca está sózinha, ela está em mim,
Tenho ainda esperança, talvez te encontre em uma rua, uma praça,
Tenho a esperança de voltes, não vejo sua ida como um fim.


Jouber D. Cunha

25 julho, 2008

Princesa Cristal


Uma mulher tão linda quanto a Lua,
Um ser feito de amor e sentimento,
A mais bela, não existe beleza como a sua,
Sua beleza ilumina até a o céu mais cinzento.



A mais linda mulher de um Reino de Estranhos, uma princesa que vive de amor e sutileza.
Seus olhos não a deixam enxergar mas com um Amor vindo direto dos Deuses ela Vê.
Uma mulher com olhos brilhantes, tão brilhantes quanto a lua!!
Um anjo de luz que vive no reino uma verdadeira
Princesa Cristal!!







Jouber D. Cunha

17 julho, 2008

Canção do tempo



Bem vindo a minha vida,
Agora o compreendo,
Agora sei que você pode curar a ferida,
Sei que podes sucumbir o medo.

Bem vindo ao meu mundo,
Sejá comigo a cima de tudo verdadeiro,
Sei que tu está aqui para me auxiliar para que do poço eu saia do fundo,
Antes eu não te entendia, agora entendo e de ti não me sinto prisioneiro.

Seja bem vindo e que permaneças por muito aqui,
Eu sentia que sempre estavas por perto,
Eu me sentia triste não conseguia sorrir,
Mas você sempre estava por perto, escondido, secreto.

Seja bem vindo e sei que aqui tu pra sempre ficará,
Seguirei sempre tua canção como as folhas seguem o vento,
Sei que agora serei mais calmo e meu coração ancioso nunca mais será,
Seja bem vindo e cante sempre pra mim sua canção Tempo.




Jouber D. Cunha

A Jovem de preto

Este texto abaixo foi retirado do Role Poetic Games e escrito por José Antonio:

Caros visitantes, o RPG - Role Poetic Games ou Jogos Poéticos Virtuais, foi uma idéia surgida em conversas com dois jovens poetas e amigos Suellen e Leandro, que coincidentemente, apenas os conheço, até a presente ata, pela internet (o Lê, encontrei rápida e casualmente um dia na entrada de um banco...), apesar de morarmos na mesma cidade, Rio Grande, no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Mesmo assim, apesar dos contatos a distância, temos uma fraterna amizade. E a literatura e a informática nos une. Sugeri a eles, em 2007, a criação de um blog com esse nome, para que os três pudessem compartilhar escritos e idéias. Antecipei a construção do blog para preservar e garantir o uso do endereço do mesmo. Sou mestrando em Letras; Suellen, acadêmica do curso de Letras e Leandro, do curso de Administração, todos na FURG - Fundação Universidade Federal do Rio Grande. Então, aguardem, para que a partir de 2008 passamos interagir no ciberespaço, postando textos de ficção e não-ficção neste espaço virtual. Até mais...

Observação : Em junho/2008, vieram se juntar ao RPG mais duas amigas virtuais, Ana Matias (acadêmica de Letras - FURG) e Andréia Alves Pires (mestranda em Letras - FURG), e ai o jogo literário virtual de fato começou...

Observação : Em 14/7/08, Jouber D. Cunha passou a produzir o primeiro desenho (A rainha) para o RPG.

Observação: o desenho que aqui está como outros estão no blog aqui falado.


Aposto que todos vocÊs que forem conferir o blog não irão se decepcionar...
é um interessante e inteligente!!

O endereço do blog é: http://jogospoeticosvirtuais.blogspot.com/
Mas tem ali do lado acima do perfil é clicar no desenho.
:)

11 julho, 2008

O que faço?


Hoje não vi as coisas que via outro dia,
Hoje não acordei de forma forte, de forma alegre,
Não tive tempo de sorrir e de passar verdadeira alegria,
Eu acordei fraco totalmente entregue.

As coisas iam e vinham de formas tão desconhecidas,
Acho que acordei e vi o mundo na sua verdadeira forma,
Não consigo pensar e me inspirar as formas que conheço estão escondidas,
Por que deste jeito? Por que logo agora?

Não sei se estou pronto pra enfrentar esta forma do mundo,
Há sons, movimentos, jeitos que não conheço,
Os sons junto com todo o resto me deixam surdo e mudo,
Não sei se me adapto ou desapareço.

Desaparecer acho que seria muito incoerente,
Me adaptar não seria verdadeiro,
Me adaptando só estária aqui meu corpo sem minha alma presente, Desaparecendo não estária sendo forte como um lobo e sim frágil como um cordeiro.



Jouber D. Cunha