14 junho, 2008

Dois pontos


A beleza da vida nas flores, nos amores, nas dores,

Ao nascer pro mundo vi como eram as coisas e como elas se comportavam,

Via tudo preto e branco e aos poucos fui vendo que poderia por cores,

As pessoas brigavam, discutiam, faziam juras de ódio mas no fundo se amavam.



O que não há em um existe no outro por mais que não queram ver,

Se em um há luz no outro a escuridão,

Se com um tem o viver com o outra há o morrer,

Se em um tem uma mente no outra há um coração.



Na dualidade das almas vi a verdade da vida,

No duplo sentido das coisas senti o poder da humanidade,

Na minha vida com a natureza vi o poder da dadiva adquirida,

Em minha vida com o mundo vi que há preço para a verdade.



Seguirei meu caminho não esquecendo das minhas dualidades,

Farei por aqui uma passagem notória,

Seguirei como humano mas sempre respeitando a natureza e suas vontades,

E seguindo assim começarei a rever minha história.

Jouber D. Cunha
Este poema dedico a uma grande amiga minha Amanda(SooZ)

2 comentários:

SooZ disse...

Foi...profundo...Eu adorei!

Tu "sente" bem a vida e vê a maneira dela nos guiar, passasse tudo isso de uma forma simples de se entender...que faça BEM à todos que lerem, mas principalmente pra ti!

=*

William Farias disse...

Nossa meu...muito bonito!
Sério mesmo, não é qualquer poema que eu vejo e que consegue me trazer essa reação.
Parabéns...muito bom mesmo!